Chardonnay: celebre a rainha das brancas, hoje e sempre

Chardonnay: celebre a rainha das brancas, hoje e sempre

Celebrado em 21 de maio, o Dia Internacional do Chardonnay homenageia uma das uvas brancas mais populares, versáteis e elegantes do universo do vinho.

Presente em rótulos descontraídos para o dia a dia e também em alguns dos vinhos mais sofisticados do planeta, essa casta conquistou apreciadores por sua incrível capacidade de adaptação a diferentes terroirs e estilos de vinificação. Basta lembrar que ela dá vida tanto a vinhos tranquilos quanto a espumantes.

Foto de destaque: Manuel Venturini / shutterstock.com

De onde veio a uva Chardonnay?

Originária da região francesa da Borgonha, a variedade pode originar vinhos leves e minerais ou exemplares intensos, amanteigados e mais complexos.

Geralmente, ela apresenta aromas de frutas tropicais, como abacaxi e manga; cítricas, a exemplo de limão e grapefruit; e brancas, como maçã verde e pera. Quando o vinho passa por madeira, adquire notas amanteigadas, de oleaginosas como amêndoas, e também de baunilha e coco.

Principais regiões produtoras

Na Borgonha, especialmente em sub-regiões como Chablis, Meursault e Puligny-Montrachet, os vinhos apresentam mineralidade, complexidade e acidez alta. Também na França, a uva é destaque em Champagne, tendo em vista a exigência de usá-la na composição dos importantes espumantes dessa região.

Chardonnay cultivada na França
Chardonnay cultivadas na França (foto: BerndtF/Wikipedia)

A Chardonnay costumam originar vinhos mais encorpados na Califórnia. Os rótulos trazem, em geral, aromas de frutas maduras, cremosidade e passagem por madeira. Na Amárica Latina, o Chile se consolidou como um dos melhores produtores de vinhos acessíveis e gastronômicos com a Chardonnay. Têm destaque as regiões costeiras, como Casablanca e Limarí, que entregam frescor e ótima acidez.

Mendoza e Valle do Uco são responsáveis pela produção dessa uva na Argentina. Ali, a Chardonnay apresenta um nariz com fruta madura e, em boca, uma acidez vibrante.

Austrália e Nova Zelândia também produzem Chardonnay de muita qualidade. Todavia, entre os países do Novo Mundo, o Brasil tem ganhado destaque nos últimos anos.

Vale dos Vinhedos: primeira Denominação de Origem do Brasil

A Chardonnay tem importância histórica para o vinho brasileiro. Isso porque o Vale dos Vinhedos, principal região vitivinícola do país, tornou-se a primeira Denominação de Origem (D.O.) do país. Para exibir o selo, os vinhos tranquilo s e espumantes precisam conter majoritariamente essa variedade.

A qualidade premiada internacionalmente é garantida pelo clima fresco da Serra Gaúcha, que favorece a preservação da acidez natural, fator essencial para a elaboração de vinhos elegantes e equilibrados. A uva se destaca também na Serra Catarinense e no Vale do São Francisco.

Chardonnay harmoniza com o que?

A Chardonnay é produzida em várias regiões do mundo (foto: Jeanette King/Wikipedia)

Chardonnay é considerada uma das uvas mais gastronômicas do mundo e a harmonização depende das características organolépticas de cada rótulo. Geralmente, os vinhos mais leves e frescos vão bem com frutos do mar e pescados, saladas e queijos cremosos, como o de cabra. Já os mais encorpados e amanteigados, ficam ótimos com massas de molho branco, frango assado, fondue de queijo, queijos maturados e pescados com molhos amanteigados.

Alguns rótulos para conhecer

Devo confessar aqui a minha paixão pela Chardonnay. Essa uva tem me acompanhado há anos e, mais recentemente, intensifiquei a escolha por ela porque tenho tenho preferido tomar vinhos brancos. Com o calor de Brasília, vai muito bem. Então, vão aqui algumas indicações minhas e de especialistas da cidade.

Casa Perini Fração Única – R$ 99,90

Chardonnay aos aromas e sabores adquiridos com a permanência em barricas de carvalho. Maçã verde em harmonia com baunilha são exemplos deste efeito refinado aliado a uma ótima estrutura.

Casa Valduga Terroir – R$ 99,90

Notas de frutas tropicais, como maçã, pera e abacaxi, com muito frescor, equilíbrio e untuosidade.

Miolo Giuseppe – R$ 114,90

Vinho equilibrado omo aperitivo, também harmoniza perfeitamente com saladas, carnes brancas, massas com molhos vermelhos ou brancos, pizzas, queijos de massa mole e frutos do mar.

Viña Cobos Felino – R$ 119,90

Amarelo com tonalidade esverdeada. Aromático, Equilibrado, Fresco. Notas de frutas tropicais como abacaxi, maracujá e notas florais com flores brancas.

Montes Alpha – R$ 169,90

Aromas complexos, revelando frutas tropicais maduras, como mamão, pêssego, toranja, e nuances de tostadas e amanteigadas, adquiridas pela passagem em carvalho francês. Na boca, é fresco, com volume médio e boa persistência.

Boya Chardonnay (Chile) – R$ 193,83

Fresco e com ótima acidez natural, sem passagem por madeira e com aromas típicos de pera, maçã, frutas tropicais e um toque cítrico. Na boca, apresenta mineralidade marcante.

Taló Chardonnay (Itália) – R$ 199,90

Combina aromas de frutas tropicais e flores com mineralidade e frescor. A maturação em barricas de carvalho francês lhe garante cremosidade.

Thera Chardonnay 2025 (Brasil) – R$ 209

Apresenta notas frutadas, de abacaxi, maçã, pera, e de flores brancas. combinadas com nuances amanteigadas, de baunilha e amêndoas. No paladar, é aveludado com acidez na medida e final persistente.

Tabalí Talinay Chardonnay – R$ 249

As notas de frutas brancas e cítricas combinam muito com as com a nuances amanteigadas e a mineralidade. Na boca, mostra-se cremoso, com boa acidez e final persistente.

Louis Latour Bourgogne – R$ 239,90

Aroma delicado de flores brancas, ervas, frutas cítricas frescas, maçã, pera e um toque mineral. Na boca, tem um frescor vibrante, uma nota amendoada, com ótima persistência.

Moillard Chablis Coquillage – R$ 315

Tem aromas de frutas brancas, com mineralidade marcante. Na boca, é equilibrado, com final fresco e notas que lembram limão.

Bramare – R$ 379

Amarelo-palha. Aromas de frutas brancas e amarelas frescas, com leve toque mineral. Ótima acidez, com corpo médio e final persistente. 

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