Comida e bebida

Novo Martinica: eu fui e conto tudo

Novo Martinica: eu fui e conto tudo
Paulo Lima, Ingrid e Joel Baesse comandam o novo Martinica Café
Paulo Lima, Ingrid e Joel Baesse comandam o novo Martinica Café

O Martinica Café está de cara nova e com reforço na administração. Paulinho Lima e Daniel Viana, do Ristretto Café & Bar (que estava funcionando na Mercearia Colaborativa até a semana passada) se juntaram aos irmãos Joel e Jurema Baesse para dar continuidade à história da casa, fundada em 1990, na 303 Norte. Reforça a equipe a esposa de Daniel, Ingrid.

Em dezembro, quando os fundadores do Martinica anunciaram que a casa seria fechada, receberam diversos tipos de apoio em suas mídias sociais. Por conta disso, estenderam o funcionamento, inclusive com shows de artistas de cidade como Eduardo Rangel, Rênio Quintas e Célia Porto.

Essa comoção deu ânimo para que os irmãos Baesse decidissem passar o negócio a quem tivesse fôlego para tocá-lo. Nesse caminho, chegaram aos meninos do Ristretto.

Para Paulinho Lima, o endereço não é  novidade. Lembro-me bem de já ter participado de degustações por lá com a presença dele do outro lado do balcão. O barista e cozinheiro ficou ali até o início da expansão da casa para outros endereços, como o Brasília Shopping.

Fotos: Luciana Barbo

Reabertura

Nessa quinta-feira (22/2), o Martinica reabre oficialmente as portas, a partir das 16h. Uma reforma renovou a parte elétrica e hidráulica. A decoração repaginada não chegou a descaracterizar o local, já tão amado pelos brasilienses. “Mantivemos espelhos, azulejos e, claro, o letreiro”, diz Paulinho.

Um balcão em concreto convida os antigos e novos clientes a acompanharem a extração do café. Esta pode ser feita de diferentes formas, como Chemex, Hario V60, prensa francesa e coador de pano.  O espresso é tirado da máquina italiana Astoria, considerada uma das melhores do mundo. As doses saem de R$ 5 a 10, dependendo do grão utilizado e do tamanho escolhido.

A intenção é usar diversos rótulos como o arábica raro Laurina, do Sul de Minas, um exemplar especial do Arte Café; o já conhecido Cristina, o Zancanaro, e uma torra diferenciada do Arbor, de Patrocínio (MG).

A dupla de baristas que incluir ainda o Geisha, um tipo de arábica descoberto na Etiópia, premiadíssimo em concursos internacionais e bastante produzido no Panamá. O projeto é ousado, tendo em vista que, no Brasil, esse café tem uma “nano” produção, comandada pelo também barista Leo Moço na Fazenda da Terra, no Sul de Minas.

As lista de bebidas com o grão também é composta por machiatto, capuccino, café latte, mocha, entre R$ 7 e R$ 11,90. Receitas frias como a Acid (espresso com água com gás, gelo e limão – R$ 12), o Espresso Gin Tônica (café, limão, água tônica e gin – R$ 24)  e o Maracutaia (maracujá com espresso, gengibre, licos de pimenta, vodka e gelo – R$ 24) também estão no menu.

Quem preferir, pode optar por drinques sem café ou mesmo pela seleção de vinhos e cervejas de Renata Agostinho (ex-Universal Diner e Pinella). Os rótulos lupulados privilegiam marcas locais. Tem Corina (Conic e Fiapo), Criolina (Criolipa e Criolager), Cerrado Beer (Tamanduá Bandeira), Metanova (Witirica).

Para comer

O menu manteve a boa oferta de salgados. A empadinha é uma delícia e a coxinha elaborada pela mãe de Daniel, no restaurante Morada Mineira em Sobradinho, já conquistou meu coração.

Também ganhou reforço com variedades de tapiocas, cuscuzes, pães de queijo recheados, caldos e omeletes. Destaque para os que levam bacon e linguiça produzidos por Leo Hamu.

Ainda há uma lista de sanduíches para garantir uma refeição mais substanciosa, que vai do tradicional croque monsieur (R$ 18) ao vegeteriano, com pão ciabatta com shiitake, berinjela confitada e provolone derretido (R$ 22). Ao substituir o queijo por tomate assado, essa pode ser uma opção também para os veganos.

Quero provar os hambúrgueres artesanais da próxima vez que for. Tem um basicão, com carne, queijo e bacon. O outro leva carne, gorgonzola e tomate cereja. A R$ 22 e R$ 26, respectivamente.

Para a sobremesa, há várias tortas, entre Marta Rocha e alemã. Mas a minha favorita mesmo é a de chocolate, que existe no Martinica desde a sua inauguração e está entre as minhas Top 5. “Ela era fornecida por uma confeiteira chamada Dalva. Quando ela parou de produzir, nos passou a receita, que é igualzinha até hoje”, conta Joel.

 

Os sócios prometem ainda muita animação e espaço para que artistas da cidade mostrem seus talentos. Então, pode esperar por exposições, lançamentos de livros e apresentações musicais.

A reabertura da casa será comemorada nesta quinta-feira, a partir das 19h, com som de vinil comandado por Renata Agostinho.

Confira:

Martinica Café
CLN 303, bloco A
Telefone: (61) 3326-2357
Funciona de domingo a quinta, do meio-dia à meia-noite. Sexta e sábado, do meio-dia à 1h.

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